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Células-tronco – A batalha da ciência x religião

Junho 11, 2008

A dura batalha que os cientistas brasileiros têm enfrentado para obter autorização para as pesquisas com células embrionárias pode por em risco o avanço científico no Brasil

Cura para alguns tipos de câncer e doenças degenerativas; possibilidade de que pessoas com lesões na coluna e paraplégicas possam voltar a andar, cura para o mal de  Alzheimer. Tudo isso pode parecer impossível à primeira vista, mas é no que muitos estudiosos e cientistas apostam conseguir com o avanço das pesquisas com as chamadas células-tronco

Células-tronco extraídas de embriões poderiam ser chamadas de coringas, células totalmente neutras capazes de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo. São células sem características que as diferenciam de outras como as de músculo, por exemplo. É justamente essa característica que chamou a atenção dos cientistas e impulsionou a luta pelo avanço nas pesquisas. É ai onde começa a briga dos pesquisadores, obter espaço dentro da lei para manipular embriões em busca de células-tronco e fazer experiências que possam determinar o efeito que elas teriam em tecidos lesionados. E é também onde começa também – o que muitos chamam – de questão ética. É certo manipular um embrião humano para fins de pesquisa?

Existem dois tipos de células-tronco: as adultas, extraídas de tecidos maduros como o sangue, do cordão umbilical e da medula óssea (retirada da bacia); e as crianças, retiradas de embriões. As células adultas são mais especializadas e dão origem a apenas alguns dos tecidos do corpo. As células-tronco embrionárias tem se mostrado capazes de transformar-se em qualquer tecido do corpo, se colocada num fígado, se transformará numa célula de fígado, por exemplo. O problema, é que para extrair a célula-tronco, o embrião é destruído. Essa é chave da questão que têm levantado debates não só na comunidade científica, mas principalmente nos setores religiosos.

Segundo os geneticistas defensores da pesquisa, seriam usados apenas embriões descartados pelas clínicas de fertilização e que, mesmo se implantados no útero da doadora, ou de outra mulher, dificilmente resultariam numa gravidez. Ou seja, seriam embriões que provavelmente nunca se desenvolveriam e seriam descartados.

Para os grupos religiosos contrários às pesquisas com o uso de células-tronco embrionárias, esse processo poderia ser considerado um assassinato; já que eles consideram que a vida começa no momento da concepção.

As opiniões se dividem até mesmo dentro da igreja católica – maior opositora da aprovação das pesquisas. Muitos fiéis acreditam que o avanço da ciência nessa área é necessário para que muitas pessoas possam ter acesso à cura. É o caso do professor de biologia aposentado, Jorge Yossef Nadin, católico praticante membro da ordem de Vincentinos. Para ele, devem-se aproveitar embriões que não podem gerar vidas para se achar a cura para doenças que antes pareciam impossíveis de serem curadas. Em sua opinião, “Deus deu ao homem inteligência para melhorar Sua criação.”

Estava marcada para o último dia 5 de março, a votação que aprovaria o projeto de lei de Biossegurança (PL 2401/03) no Tribunal Superior Federal. A lei prevê – entre outras questões – permissão para que os cientistas brasileiros usem em suas pesquisas, células-tronco de embriões humanos congelados há mais de três anos, o que hoje é proibido no país.

Depois de um voto emocionado do ministro e relator do caso, Carlos Ayres Britto, o julgamento foi adiado por tempo indeterminado. Isso porque, através de uma manobra jurídica o ministro Carlos Alberto Direito usou de um instrumento legítimo que permite que ele tenha mais trinta dias para revisar o processo, é o pedido de vista. O problema é que a manobra do ministro pode ter adiado por meses, ou até anos, a votação do projeto de lei, já que o STF tem inúmeros processos na mesma situação aguardando uma decisão do tribunal.

Para alguns, a atitude do ministro Carlos Alberto em não votar contra o projeto, e sim fazer o pedido de vista, põe em cheque o poder que as entidades religiosas – sobretudo a igreja católica – têm sobre a legislação. O ministro é membro da União dos Juristas Católicos do Rio de Janeiro, e segue, portanto, o compromisso de defender a vida humana desde a concepção até a morte natural. Para o advogado Jabs Crês, que desaprova a atitude tomada pelo ministro, o Brasil não pode ter nenhuma restrição de cunho religioso em sua legislação.

 A Lei de Biossegurança foi aprovada por 96% dos senadores depois de um longo debate. Em seguida, foi sancionada pelo presidente Lula. A demora da aprovação no STF pode significar a exclusão do Brasil entre os países que avançam nas pesquisas; e conseqüentemente demora na chegada da cura – caso ela seja comprovada – aos pacientes brasileiros.

Enquanto o Brasil ainda discute sobre a aprovação da Lei de Biossegurança, nos EUA já foram concedidas 57 patentes que envolvem células-tronco embrionárias humanas. Três empresas que já financiam as pesquisas há algum tempo, já obtiveram bons resultados em testes com animais e devem começar a testar terapias em humanos ainda este ano.

Infelizmente aqui no Brasil, enquanto leis sobre as pesquisas continuam indefinidas, sobram apenas esperanças de que o avanço das doenças siga um ritmo parecido com o  adotado por nossos governantes.

 

Patrícia Capuchinho

RA 125506-1

 

 

 

 

 

Opção de lazer

Junho 5, 2008

Museu da Língua Portuguesa oferece opção de lazer e cultura

 

Instalado no prédio da Estação da Luz, o Museu da Língua Portuguesa foi inaugurado em 20 de março de 2006 e é o segundo do gênero no mundo (depois do museu da língua Africâner, na África do Sul). A visita ao museu é uma ótima opção de lazer e cultura.

 

Logo na entrada do museu, encontra-se a “Árvore da Língua”, escultura que abriga em suas raízes palavras de até seis mil anos e, em seu tronco, faixas de luz produzem sombras, dando sensação das palavras estarem em movimento. Criada pelo designer Rafic Farah, tem cerca de 16 metros de altura e pode ser observada dos três andares do prédio. O primeiro andar é destinado às exposições temporárias.

 

No segundo andar, encontra-se um espaço mais interativo e com diversos ambientes, como a Grande Galeria, extenso corredor ao longo do qual se dispõe uma tela de 106 metros com projeções simultâneas de filmes que mostram a Língua Portuguesa no cotidiano de seus usuários. Já no Beco das Palavras os visitantes podem brincar com a criação de palavras, conhecendo sua origem e significado, através de um jogo eletrônico interativo.

 

No mesmo andar, está a Linha do tempo, uma linha com recursos interativos, mostrando toda a história da língua portuguesa que vai do Indo-Europeu até o Latim Vulgar. Em um corredor central pode-se conhecer a História da Estação da Luz com painéis que mostram um pouco da história do prédio e os trabalhos de restauração realizados na época da implantação do Museu da Língua Portuguesa. 

 

Há também as Palavras Cruzadas, totens dedicados às influências das Línguas e dos povos que contribuíram para formar o Português falado no Brasil, onde os visitantes podem interagir e descobrir a origem das variadas palavras da nossa língua. O museu é uma ótima opção de passeio para as crianças que aprendem brincando. Em um dos totens, Ana Luiza, 7 anos, e Ana Clara, 5 anos se divertiam descobrindo o significando da palavras de que mais gostavam. “Elas estão adorando, Ana Luiza gosta muito de ler e tem curiosidade em descobrir palavras novas, e aqui elas conseguem aprender de uma forma gostosa e divertida”, diz Ana Paula, mãe das meninas.

 

A Praça da Língua, uma das principais áreas do museu, está no terceiro andar. Esse espaço é uma espécie de “planetário da língua”, composto de imagens projetadas e áudio, onde são apresentados textos das obras clássicas da prosa e da poesia. No Auditório é possível assistir à projeção de um filme de 10 minutos sobre as origens da Língua Portuguesa falada no Brasil.

 

Cada piso do prédio reserva grandes surpresas, permitindo que seus visitantes viajem pelo mundo das palavras através de recursos audiovisuais e tecnológicos.

Museu da Língua Portuguesa

Preço do ingresso: R$ 4,00

Aos sábados a visitação ao Museu é gratuita.

Bilheteria: terça a domingo, das 10h às 17h.

Museu: fecha às 18h.

Não abre para visitação às segundas-feiras.

Praça da Luz, s/nº – Centro – São Paulo – SP CEP: 01120-010

Telefone:(11) 3326-0775 –

E-mail:museu@museudalinguaportuguesa.org.br

 

Thais Viana

RA:1255304

História de um camêlo

Maio 31, 2008

 

25 de março tem histórias pra contar

Manhã de domingo26 de abril de 2008,para maioria das pessoas a rua 25 de março no centro de São Paulo é uma espécie de paraíso do consumo. Nas lojas ou nas bancas das centenas de camelôs se encontra de tudo um pouco:Bolsas,brinquedos,perfumes,bijuterias,cortador de legumes,além das cópias de Cds e DVD’s piratas .

 

 

Naquela mistura de gente, empurra-empurra ,musica alta, uma voz meiga misturava-se aos gritos dos inúmeros camelôs que ali estavam a trabalhar .É a voz de uma jovem senhora alegre e comunicativa , em meio a toda aquela confusão, dedicava-se atenciosamente a vestir uma bonequinha barbi.

 

Zefa das bonecas, assim que é conhecida carinhosamente pelas pessoas da rua 25 de março ,seu verdadeiro nome, Josefa dos Santos 50 anos de idade ,20 deles como camelô,em especial com vendas de roupinhas de bonecas que ela mesma diz confeccionar.

Patricia Morais 381914-0

Bruna Campoi 932059-8

 

Uma parceria que deu certo

Maio 31, 2008

 

GRAACC ABRAÇA CASA RONALD

Instituições firmam parceria contra o câncer infantil.

 

A Casa Ronald São Paulo é uma unidade gerenciada pelo Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (GRAACC). Duas instituições sem fins lucrativos que firmaram uma parceria em prol as crianças e adolescentes com câncer. Essa parceria deu-se inicio em uma visita ao local pelo presidente das redes Ronald Mc Donald’s .O graacc participou pela primeira vez do Mc dia feliz em agosto de 1992 desde então o grupo recebe apoio desta instituição, durante este período já foram repassados mais de 18.7 milhões. Além da construção da Casa Ronald, a captação dos recursos vem sendo utilizada nos diversos projetos geridos pelo Graacc. As doações são administradas pelo grupo onde são realizadas auditorias financeiras. “Tudo é muito transparente”, diz o voluntário, Anderson Salles, 21 anos, estudante de administração da USP-SP. Os voluntários se revezam entre o graacc e a Casa, somando um total de 350, são 4hs por semana de segunda à sexta, ou um final de semana sim outro não, em grandes eventos como o Mc dia feliz, esse numero pode passar de mil. Essa parceria foi firmada nos moldes internacionais, pois a casa integra o maior sistema global de casas de apoio da Ronald Mc, ela se compromete em oferecer os mais altos padrões de conforto e segurança, com manuais padronizados internacionalmente, de operações e gerenciamento. Segundo Lourdes Hatumi Nogata, 51 anos, engenheira e voluntária a mais de oito anos, a união destas duas instituições depende de um contrato, não vitalício, mas com responsabilidades, pois envolve vidas de pessoas inocentes.


 

A casa Ronald significa a possibilidade, de conseguir dar seqüência ao tratamento, antes abandonados por muitos, pelo fato de não ter como se manter em São Paulo. “ Essa parceria se tornou muito importante no combate ao câncer infanto-juvenil ”, lembra a voluntária Lourdes.

 

Patricia Morais

O Graacc é beneficiado pelo Mc lanche feliz dede 1993, durante este período já foram repassados mais de 18.7 milhões. Que alem da construção da casa Ronald, vem sendo utilizado nos diversos projetos geridos pelo grupo.

 

Maio 31, 2008

 

Inclusão social na vida dos

Catadores de lixo de São Paulo

 

Dignidade e cidadania sem precisar trocar de profissão

 

Catadores de lixo estão conseguindo a inclusão social em suas vidas e saindo da miséria sem precisar trocar de profissão.

Catador há 20 anos, o pernambucano que vive em São Paulo, Janderlei de Almeida, 46, se diz satisfeito com o trabalho ao revelar que sua renda mensal pode chegar a mil reais, a renda é proporcional à quantidade de material coletado. Apesar de tirar o sustento da família, Janderlei conta que o trabalho no lixão é duro, e reclama que freqüentemente se machuca. “Tinha um amigo que morreu de hepatite, porque se feriu com seringa contaminada”, lamenta.

Mesmo utilizando luvas, os catadores de lixo correm risco de contrair doenças como hepatite, leptospirose (doença transmitida pela urina dos ratos), além de se contaminar com micróbios.

Outros catadores também estão em busca do seu ganha pão, é o caso da dona Nilzete de Oliveira, 53 anos moradora da Vila Maria, apesar dos problemas diz gostar de ser catadora de lixo “Não tem vida melhor do que está. Sou a minha própria patroa, e consigo sobreviver”, comemora.

Com a vinda das cooperativas de catadores de lixo, muitos deles como a dona Márcia de Jesus que faz parte da cooperativa Coopamare, estão deixando lembranças tristes de lado e resgatando a dignidade e a auto-estima. “Eu sou cidadã”, definiu Márcia.

Os catadores fazem um processo de separação. Separam jornais, revistas, garrafas plásticas, latas, papelão e outros produtos recicláveis do material orgânico.

A população adotando medidas simples estaria preservando o meio ambiente e a saúde dos catadores, a coleta seletiva com o apoio da prefeitura, integra socialmente os catadores, assegurando estabilidade na atividade, comentou Nonata Ribeiro da cooperativa Coopamare de São Paulo.

 

 

Coleta seletiva é a ação mais adequada para o estado de São Paulo

 

 

A coleta seletiva traz benefícios para o meio ambiente, colaborando com a limpeza urbana do estado de São Paulo, integrando socialmente a comunidade e os catadores de lixo.

Uma forma de trazer orgulho, reconhecimento e estabilidade de um ganho seguro para essas famílias, tirando-as da miséria e exclusão social, assim melhorando suas vidas, finalizou Nonata Ribeiro.

 

Patricia Morais Ra:381914-0

Bruna Campoi R:932059-8

Infografia palestra de Jornalistas

Maio 31, 2008

 

Conferência de jornalistas no dia internacional da mulher.

 

 

 

Primeira edição News Camp-fala sobre blogues universitários,para estudantes de jornalismo.

 

Na tarde de sábado do dia oito de março ,dia internacional da mulher,foi realizado a primeira edição News Camp-conferência de jornalistas,onde a professora universitária Renata Aquino,juntamente com outros profissionais de jornalismo proferiram uma palestra sobre blogues universitários para estudantes da área. Renata falou sobre o inicio dos blogues universitários,a chegada do WordPress, nas universidades entre outros assuntos relacionados colocados em pauta.

A professora relatou que o trabalho realizado nas universidade , é com todo o grupo, mas cada aluno realiza seu trabalho individualmente . O trabalho nas salas de aula é realizado com estudantes de varias classes sociais onde ,cada um possuem idéias e comportamentos diferentes, mas todos com um único propósito ,buscar a própria identidade,os blogues universitários estão com uma abordagem mais ampla ,não focados em uma só ideologia,comentou ela. Segundo o jornalista Gilberto Pavani , os blogues podem falar de vários assuntos,como tecnologia , política , e até assuntos pessoais,ele também aconselha os estudantes ali presentes a fazerem seus próprios blogues ,da dicas de algumas regras básicas para se criar um blogue ,como por exemplo:Quem poderia ter um blog ?Todo mundo. Quando publicar ? Sempre que tiver algo a dizer. O que publicar ? Algo que só a pessoa teria condições de expor. O jornalista ainda argumentou dizendo que um blogue ,não funciona como um jornal ou revista,por o fato de que é publicado,no blogue o público alem de consumir ,acaba complementando a publicação tornado o processo em uma publicação coletiva. A professora Renata ainda finalizou dizendo que a maior preocupação dos professores é com o conhecimento e a formação de futuros jornalistas.

 

 

Patricia Morais

RA:381914-0

Professora :Renata Aquino

Matéria

Palestra News Camp-conferência de jornalistas

08/03/2008

 

Poesia Concreta

Maio 31, 2008

 

POESIA CONCRETA E OBJETIVA

JANEIRO/FEVEREIRO
Calendário Philips 1980


Nem só a cav
idade da boca

Nem só a língua

Nem só os dentes
e os lábios

fazem a língua

Ouça
as mãos
tecendo a língua
e sua linguagem

É a língua
têxtil

O texto
que sai das
mãos
sem palavras

Décio Pignari

COMENTÁRIO

Em minha modesta opinião ,a poesia concreta,é tudo que não seria subjetivo ,mas sim uma linguagem correta,direta,e objetiva,chama muito a atenção dos leitores,e é gostosa de ser lida.

Patricia Morais e Bruna Campoi

Cronica

Maio 31, 2008

 

O medo de Antonieta Maria

 

 

Ao deixar o metrô, Antonieta Maria avista a catedral da Sé e se lembra da última vez que entrou na Notre Dame de Paris.

 

Ela decide subir as escadas; tem a mesma sensação de 2003: o silêncio absoluto é música, é o intervalo entre duas notas musicais.

 

Antonieta Maria passa a mão sobre uma coluna de mármore, se acomoda em um banco mais à esquerda e percebe ainda a dimensão opressiva daquele ambiente arquitetônico.

 

Em silêncio, é tomada por incontáveis pensamentos, aparentemente desconexos.

 

E se recorda dos últimos acontecimentos do País, do cárcere, das audiências, dos advogados.

 

Antonieta Maria se recorda que conseguiu sobreviver, durante 500 dias, em uma prisão, sem julgamento, sem sentença.

 

Antonieta Maria se recorda do jovem advogado que lhe ofereceu a melhor defesa.

 

Antonieta Maria se recorda que, em outra ação penal, em trâmite na mais alta corte do País, a acusação pediu a prisão de supostos 42 ladrões por supostos crimes de desvio de muito dinheiro público, de lavagem de dinheiro e de evasão de divisas.

 

Antonieta Maria se recorda que o relator indeferiu o pleito fundamentando que não há os requisitos legais quanto ao decreto prisional.

 

Antonieta Maria se recorda que, na ação penal em que é ré, o magistrado provinciano decretou a prisão de mais de 42 cidadãos, e não há desvio de dinheiro público, não há de lavagem de dinheiro nem evasão de divisas.

 

Ainda submersa em seus pensamentos, ela está deprimida e sem qualquer vontade porque o passado é perturbador, porque o presente não tem importância – a vida continua, somente – e porque o futuro é incerto…

 

E ela não descartou a hipótese de praticar o suicídio, de perder a vida tal qual aquela famosa rainha, esposa do rei Louis XVI.

 

Em um gesto brusco, Antonieta Maria fica em pé e passa novamente a mão sobre a coluna de mármore, desce os degraus da escada e vai ao encontro do jovem advogado.

 

 

 

 

Patricia Morais

RA:3819140

Matéria sobre dislexia nas universidade

Maio 31, 2008

Letras trocadas

Disléxicos podem pedir tempo extra para fazer provas

Para diagnosticar o distúrbio, é preciso ter um laudo da ABD (Associação Brasileira de Dislexia)

Há alguns anos, os portadores de dislexia eram confundidos com pessoas incapazes em razão do baixo rendimento escolar.

Cláudio Aparecido Peta, estudante universitário de matemática, se emociona ao lembrar das dificuldades que enfrentou ao longo da vida escolar. “Era considerado o menino burro da sala”, disse. Atualmente, Cláudio recebe da universidade trabalhos especialmente destinados a portadores dessa disfunção cerebral e as provas são aplicadas individual e oralmente com maior tempo de realização, além um periódico acompanhamento psicopedagógico e psicológico.

Conforme pesquisas realizadas pela Associação Brasileira e Internacional de Dislexia, trata-se de uma dificuldade de aprendizagem de origem neurológica, que hoje atinge de 10% a 15% da população. A dislexia deve ser diagnosticada no começo do aprendizado, facilitando a formação universitária.

O disléxico é uma pessoa como qualquer outra e merece respeito. O melhor a fazer é o diagnóstico, em qualquer idade”, diz a psicóloga, especialista em psicologia clínica, da Associação Brasileira de Dislexia (ABD), Dr. Tânia Valéria Penna Oliani. Ela lembra que a dislexia não é uma doença, é uma disfunção cerebral Albert Einstein é um clássico exemplo de disléxico. O tratamento será de acordo com a necessidade da pessoa, mesmo quando o diagnóstico é tardio, como o caso do estudante Cláudio.

O Ministério da Educação (MEC) também está de olho nos distúrbios de aprendizagem e tem conhecimento sobre a necessidade de mudança curricular.

Alguns dos principais sintomas são:

a) dificuldade na leitura e escrita;
b) memória imediata prejudicada;

c) dificuldade na aprendizagem de uma segunda língua;
d) dificuldade em nomear objetos e pessoas;
e) dificuldade com direita e esquerda;

f) dificuldade em organização;

g) conseqüentemente, prejuízo quanto aos aspectos afetivos-emocionais, resultando em muitos casos em depressão, ansiedade, baixa auto-estima.

A assessoria da ABD lembra que, entre cem suspeitas de dislexia, três são confirmadas. Estudos recentes apontam para uma descoberta neurofisiológica que seria capaz de justificar a falta de consciência fonológica do disléxico. Mas, embora as principais instituições de estudo aceitem atualmente a teoria de uma origem genética, oficialmente a dislexia ainda é um distúrbio sem causa definida. A ABD (Associação Brasileira de Dislexia ) atende gratuitamente pessoas com sinais de dislexia, que comprovem ausência de recursos para custear a avaliação multidisciplinar.

Mais informações:

[email: contato@dislexia.org.br]

[site: www.dislexia.org.br]

[telefones:(11) 3258-5768 e (11) 3258-8267]

 

 

 

Patricia Morais RA: 381914-0

Bruna Campoi RA: 932059-8

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

De inovador a antiquado

Maio 16, 2008

   O infográfico nasceu da necessidade de explicar melhor e de forma visual os acontecimentos. Os veículos e mídia perceberam que a atenção das pessoas é maior para as imagens e menor para os textos. O apelo visual, então, acabou se tornando importante ferramenta para se registrar as ocorrências relevantes do dia-a-dia. Durante a Guerra do Golfo, com a inserção da mídia televisiva, os jornais se viram antiquados e necessitaram do complemento de outro apelo. O visual. E deu certo. Isso aconteceu na imprensa mundial.. não somente no Brasil. E aí acabou virando carta marcada nas principais reportagens. Para as situações de polícia, e principalmente guerra, os infográficos são sempre necessitados. A guerra do Iraque, do Afeganistão, a queda das Torres Gêmeas e tantos outros casos são quase inimagináveis sem o auxílio das imagens explicativas. Lembra que eu falei sobre o mundo inteiro usar? No blog espanhol ’Periodista 21′, Juan Varela cita essa dependência dos infográficos aos periódicos espanhóis… e mais.. Juan mostra que, na verdade, essa é uma novidade antiga. Isso mesmo, antiga! De acordo com ele, os infográficos explicitam os detalhes das notícias há mais de uma década. E pouco evoluiu disso. Apenas as ferramentas usadas e a riqueza de detalhes dos desenhos digitais evoluiram… nada mais… Será? Mas até que ponto um infográfico poderia evoluir? Pra uma espécie de filme? também.. mas muito mais pra uma espécie de video-gueime, em que o ‘jogador’ tem total controle das ações… isso sim.. está cada vez mais próximo.

Inovador ou antiquado? Não sei… mas cada vez mais requisitado.

ANDREH FRANÇA