Inclusão social na vida dos
Catadores de lixo de São Paulo
Dignidade e cidadania sem precisar trocar de profissão
Catadores de lixo estão conseguindo a inclusão social em suas vidas e saindo da miséria sem precisar trocar de profissão.
Catador há 20 anos, o pernambucano que vive em São Paulo, Janderlei de Almeida, 46, se diz satisfeito com o trabalho ao revelar que sua renda mensal pode chegar a mil reais, a renda é proporcional à quantidade de material coletado. Apesar de tirar o sustento da família, Janderlei conta que o trabalho no lixão é duro, e reclama que freqüentemente se machuca. “Tinha um amigo que morreu de hepatite, porque se feriu com seringa contaminada”, lamenta.
Mesmo utilizando luvas, os catadores de lixo correm risco de contrair doenças como hepatite, leptospirose (doença transmitida pela urina dos ratos), além de se contaminar com micróbios.
Outros catadores também estão em busca do seu ganha pão, é o caso da dona Nilzete de Oliveira, 53 anos moradora da Vila Maria, apesar dos problemas diz gostar de ser catadora de lixo “Não tem vida melhor do que está. Sou a minha própria patroa, e consigo sobreviver”, comemora.
Com a vinda das cooperativas de catadores de lixo, muitos deles como a dona Márcia de Jesus que faz parte da cooperativa Coopamare, estão deixando lembranças tristes de lado e resgatando a dignidade e a auto-estima. “Eu sou cidadã”, definiu Márcia.
Os catadores fazem um processo de separação. Separam jornais, revistas, garrafas plásticas, latas, papelão e outros produtos recicláveis do material orgânico.
A população adotando medidas simples estaria preservando o meio ambiente e a saúde dos catadores, a coleta seletiva com o apoio da prefeitura, integra socialmente os catadores, assegurando estabilidade na atividade, comentou Nonata Ribeiro da cooperativa Coopamare de São Paulo.
Coleta seletiva é a ação mais adequada para o estado de São Paulo
A coleta seletiva traz benefícios para o meio ambiente, colaborando com a limpeza urbana do estado de São Paulo, integrando socialmente a comunidade e os catadores de lixo.
Uma forma de trazer orgulho, reconhecimento e estabilidade de um ganho seguro para essas famílias, tirando-as da miséria e exclusão social, assim melhorando suas vidas, finalizou Nonata Ribeiro.
Patricia Morais Ra:381914-0
Bruna Campoi R:932059-8