Posts de Abril, 2008

Nem Con, nem Creto

Abril 26, 2008

Nem só a cav
idade da boca

Nem só a língua

Nem só os dentes
e os lábios

fazem a língua

Ouça mais
as mãos
tecendo a língua
e sua linguagem

É a língua
têxtil

O texto
que sai das
mãos
sem palavras

Décio Pignari
link:net.poesia

COMENTÁRIO

Em nossa modesta opinião, a poesia concreta, é tudo que não seria subjetivo, mas sim uma linguagem correta, direta e objetiva. Chama muito a atenção dos leitores e é gostosa de ser lida.
O poema transforma-se em objeto visual, valendo-se do espaço gráfico como agente estrutural: uso dos espaços brancos, de recursos tipográficos, etc.; em função disso o poema, além de lido é visto.

Patricia Morais e Edgar Banatto

 

 

 

Poesia Concreta

Abril 26, 2008

Haroldo de Campos

 

de sol a sol

soldado

de sal a sal

salgado

de sova a sova

sovado

de suco a suco

sugado

de sono a sono

sonado

sangrado

de sangue a sangue

 

 

Haroldo fez seus estudos secundários no Colégio São Bento, onde aprendeu os primeiros idiomas estrangeiros, como latim, inglês, espanhol e francês. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no final da década de 1940, lançando seu primeiro livro em 1949, O Auto do Possesso quando, ao lado de Décio Pignatari, participava do Clube de Poesia.

 

 

O poema é simples e direto. Mostra sentimento e revela verdade em pequenas linhas.

O autor usa muito a silaba e o som da letra S.

Uma prosposta diferente para marcar a poesia na cabeça de quem lê.

 

Fonte: http://educaterra.terra.com.br/literatura/litcont/2003/04/22/001.htm e http://pt.wikipedia.org/wiki/Haroldo_de_Campos.

Haroldo Eurico Browne de Campos (São Paulo, 19 de agosto de 192916 de agosto de 2003) foi um poeta e tradutor brasileiro.

BEBA COCA COLA

Abril 26, 2008

Décio Pignatari [20.08.1927, São Paulo SP]

Poeta, ensaísta, tradutor, contista, romancista, dramaturgo, publicitário e professor, nasce em Jundiaí, São Paulo, filho de imigrantes italianos, mas cedo transfere-se para Osasco, onde mora até os 25 anos. Publica seus primeiros poemas na Revista Brasileira de Poesia, em 1949. No ano seguinte, estréia com o livro de poemas, Carrossel, e, em 1952, funda o grupo e edita a revista-livro Noigandres, com os amigos, os poetas irmãos Haroldo de Campos (1929 – 2003) e Augusto de Campos (1931). Em 1953 forma-se em direito pela Universidade de São Paulo - USP – e em seguida viaja para a Europa, onde passa dois anos, mantendo contatos com diversos intelectuais. Em 1956, o grupo Noigandres lança oficialmente o movimento de poesia concreta, durante a Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP, que no ano seguinte é realizada no saguão do Ministério da Educação e Cultura – MEC, Rio de Janeiro. Em 1956, o grupo lança o Plano-piloto para Poesia Concreta, síntese teórica de seu trabalho poético, traduzido em diversas línguas. Em 1965, ainda com Haroldo e Augusto de Campos, lança o livro Teoria da Poesia Concreta. Além de escritor, faz pesquisas na área de semiótica: em 1969, ajuda a fundar a Association Internationale de Sémiotique – AIS -, na França, e, em 1975, participa do lançamento da Associação Brasileira de Semiótica – ABS. Em 1999, muda-se para Curitiba.

http://www.poesiaconcreta.com.br/poetas.php?poeta=dp#

O poema chama a atenção, pelo fundo vermelho, e pela brincadeira com a mistura das palavras ou mesmo das letras, que nos leva a vários significados.

 

Regiane Abreu Morais

Tensão

Abril 26, 2008

A poesia concreta é o rock roll da poesia porque foge dos moldes clássicos da poesia. É a forma de protesto da poesia em si, uma maneira diferente de fazer poesia. Utilizada muitas vezes para protestar sobre a atualidade e sociedade e dissimular as intenções e passar mensagens.

Elaine Andrade

Soneto de Fidelidade

Abril 26, 2008

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa (me) dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

   

“Poesia Concreta – Blogagem coletiva”

Abril 25, 2008

Ferida

Augusto de Campos

 

fer
ida
sem
ferida
tudo
começa
de novo
a cor
cora
a flor
o ir
vai
o rir
rói
o amor
mói
o céu
cai
a dor
dói

Augusto Luís Browne de Campos nasceu em São Paulo, em 1931.Em 1952, com seu irmão Haroldo de Campos e Décio Pignatari, deu início ao movimento internacional da Poesia Concreta no Brasil, lançando a revista literária Noigandres.Em 1956 participou da organização da Primeira Exposição Nacional de Arte Concreta (Artes Plásticas e Poesia), no Museu de Arte Moderna de São Paulo.

Fonte: http://www.releituras.com

por Camila Ramos.

Augusto de Campos – Pulsar, 1975

Abril 25, 2008

Augusto de Campos [14.02.1931, São Paulo SP]
Augusto Luis Browne de Campos

Poeta, tradutor e ensaísta, nasce em São Paulo, irmão mais novo do também poeta, tradutor e ensaísta Haroldo de Campos (1929 – 2003). Em 1949, é publicado na Revista Brasileira de Poesia, do Clube de Poesia de São Paulo, ligado à chamada Geração de 45. Em 1951, estréia em edição independente com o livro de poemas O Rei Menos o Reino. No ano seguinte, com o irmão Haroldo e o poeta e ensaísta Décio Pignatari (1927), forma o grupo Noigandres e edita a revista-livro homônima. Em 1955, publica, no segundo número da Noigandres, uma série de poemas em cores, Poetamenos, considerado o marco inaugural da poesia concreta no Brasil. A própria expressão “poesia concreta” aparece pela primeira vez como título de um artigo seu, surgido no mesmo ano. Em 1956, participa da organização da Exposição Nacional de Arte Concreta no Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM/SP – que, um ano depois, é montada no saguão do Ministério da Educação e Cultura – MEC – no Rio de Janeiro. Em 1958, publica, em Noigandres 4, o Plano-piloto para Poesia Concreta, novamente com seu irmão Haroldo e Décio Pignatari, que, juntos, lançam, em 1965, o livro Teoria da Poesia Concreta. Sua obra valoriza a utilização de recursos tecnológicos  e a interação da poesia com a música. Como tradutor de poesia, especializa–se na obra de autores de vanguarda, como Ezra Pound (1885 – 1972) e James Joyce (1882 – 1941), e, como ensaísta, no resgate de autores como Sousândrade (1833 – 1902) e Pedro Kilkerry (1885 – 1917).

Fonte – Biografia: http://www.poesiaconcreta.com.br/poetas.php?poeta=ac#

Fonte – Imagem: http://www.poesiaconcreta.com.br/poema/pulsar.html

Muito bom!!! Essa poesia consegue inovar e trazer de uma maneira totalmente louca uma mensagem fofa que se estivesse exposta de forma convencional talvez não chamasse tanta atenção. O autor foi preciso e trouxe modernidade para seu texto.

Michele Sabino

Rua, sol

Abril 25, 2008

rua rua rua sol
rua rua sol rua
rua sol rua rua
sol rua rua rua
rua rua rua
Ronaldo Azeredo

O significado da poesia concreta não está exatamente em suas palavras, mas sim, em seu visual. As palavras combinadas pelo autor devem criar um desenho, uma forma e não um sentido necessariamente. No poema acima apenas duas palavras foram usadas: rua e sol que dão a idéia de simplicidade e modernidade evidenciadas nas obras de arte e escultura da década de 50.
Sobre o autor

Ronaldo Azeredo é um importante personagem da literatura brasileira do movimento concretista. Os poemas de Azeredo, que cedo já se identificou com o concretismo, flertam com as artes visuais caracterizadas pelo estilo literário e constituem a construção poética na década de 1950.

 

Marina Machado Lodygensky
0812455

Sentimento do mundo

Abril 25, 2008

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo, mas estou cheio de escravos, minhas lembranças escorrem e o corpo transige na confluência do amor.

Quando me levantar, o céu estará morto e saqueado, eu mesmo estarei morto, morto meu desejo, morto o pântano sem acordes.

Os camaradas não disseram que havia uma guerra e era necessário trazer fogo e alimento. Sinto-me disperso, anterior a fronteiras, humildemente vos peço que me perdoeis.

Quando os corpos passarem, eu ficarei sozinho desfiando a recordação do sineiro, da viúva e do microscopista que habitavam a barraca e não foram encontrados

Ao amanhecer esse amanhecer mais noite que a noite.




Nascido em Itabira, Minas Gerais em 1902, Carlos Drummond de Andrade foi muitas vezes apontado como o maior poeta brasileiro do século XX.

Com obras publicadas nos mais diferentes idiomas, se notabilizou pela construção de versos em um linguajar simples e extremamente belo.

“Carlos Drummond de Andrade foi o mais completo poeta brasileiro moderno. Além de poesia, escreveu contos, crônicas e uma novela. Sua obra é uma força da natureza, muito importante para todos aqueles que desejam conhecer o Brasil.” .

Poesia Concretaaa

Abril 25, 2008

A poesia concreta é diferente e chama muita atenção daqueles que as lêem. Também é menos cansativa de se ler, é divertida.  Esta poesia acima é diferente, pois tem poucas palavras, tem letras grandes e tem um textto básico e interessante.

 

 

Por  Camila Petruncko